Falar sobre Deus é algo delicado para mim. Não nas conversas informais, mas em momentos rodeados de formalidades.
Venho descobrindo com o passar dos tempos que as melhores divagações sobre Deus ocorrem justamente naqueles que têm mais intimidade com o Senhor. Sempre tive medo de declarar-me intimo Dele, sempre tive medo de, abraçado à minha indignidade, anunciar ao mundo que sou seu seguidor.
Sou uma pessoa preocupada com o que falo, sobretudo nos momentos formais, e gosto de ter respostas para todos os argumentos contrários aos meus. Por isso estudo. Não como deveria, mas estudo em busca de ter respostas às questões levantadas por aqueles que vierem debater comigo.
Hoje ao refletir sobre essas minha busca de “discernimento teológico”, descobri-me uma pessoa fria à magnitude da presença de Deus.
Descobri que para ter mais o que falar sobre Deus, tenho que inicialmente calar-me, ouvir mais, SENTIR mais a presença Dele em meu ser. A compreensão da presença de Deus, concluo, passa pela experiência do sentir, nunca pela experiência do ouvir ou falar. Por mais que alguém tente me explicar o que é “sentir Deus”, jamais conseguirei compreender apenas pensando sobre, e muito menos poderei explanar a ponto de fazer alguém compreender plenamente o que é tal presença.
Quero entender o que é esse sentimento. Mas para entendê-lo devo primeiramente senti-lo, não que nunca o tenha feito, mas devo sentir sem medos ou expectativas filosóficas.
Preocupo-me com isso pelo simples fato de querer pregar algum dia, dar palestras sobre Deus e a Igreja, mas para tal, devo me preparar, sem alicerce a casa cai, e para a casa não cair, sobretudo por estarei explanando sobre o Senhor, devo construí-lo com materiais oriundos do poder e da presença do Espírito Santo.
Que eu busque então, antes de saber o nome e importância de todos os papas e santos e leigos de renome da Igreja, sentir a magnitude da ação do Espírito Santo em minha vida!
Lembro-me agora de reflexões do passado sobre Deus onde descobri que:
“Alegrai-vos sempre no Senhor, repito alegrai-vos no Senhor” Felipenses 4:4
2 comentários:
Bonito, post. Que bom ver que tem gostado de colocar as cortinas para fora da janela escrevendo, expressando.
Sinto falta disso , de escrever. Percebi que meu diário já não me conta novidades, e que divaga por ai no fundo da gaveta mágica...
Confesso ,(maneira própria de dizer), que mais me alegrou foi o que foi escrito. Bom saber que temos amigos que partilham do mesmo sentimento, essa busca de santidade de plenitude. Descobri recentemente que antes de tentar entender sobre a Igreja e sua história, tenho que entender sua força motriz o que faz a igreja caminhar, o por que d'ela existir. Descobri que os melhores argumentos, conselhos, adverterncias quanto ao rito se encontram na carta de amor mais bonita que nos foi deixada como herança. Foi então que percebi que a Catequese Católica é reflexo do que foi escrito e deixado nessa carta...
E com todas essas descobertas, que ainda falta tanto a caminhar.
Beijo grande,
Saudade
<3
Nayka??? é vc??? rs
independente de quem for, fico muito feliz por compactuarmos dos mesmos pensamentos...
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