quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Bons Antecedentes


- Eu sou de esquerda.

Esta frase, nos últimos tempos, vem se tornando uma espécie de atestado de bons antecedentes. É como se pelo simples fato de inclinar-se ao discurso “petista”, ou pelo fato de admirar as palavras revolucionarias proferidas à época de Che Guevara, o caráter de uma pessoa fosse intocável, inquestionável. E o mais incrível é que existe uma empatia por parte daqueles que recebem alguém que se identifique pertencente a tal vertente política.

Isso talvez seja uma forma de inserção social, um meio pelo qual a sociedade se redime de todo um universo de exclusões. Contraditoriamente as mesmas pessoas que louvam aqueles que são de esquerda, são aquelas que não se importam com alguns fatos antagônicos a essa aceitação.

Ninguém percebe a posição, quase que padronizada, das maçanetas nas portas, uma espécie de simbologia ante as dificuldades de acesso as decisões políticas sofridas pelos esquerdistas, exigindo destes uma conduta revoltosa, com foices, machados e armas na mão, tudo com o intuito de arrombar a porta, em fim, destruir a maçaneta no lado errado da porta.

E no trânsito? Por que será que a preferência, como diz as regras, é sempre da direita? Talvez seja uma forma de deixar bem claro que os esquerdistas têm o livre direito de ir e vir, desde que não cruze com o caminho daqueles que vem da direita.

E o melhor amigo? Aquele que você pode confiar cegamente. Seria ele o seu braço esquerdo? Não. [...] Mais uma vez aqueles de esquerda seriam colocados em uma posição a se desconfiar; não confie no seu braço esquerdo.

No fim restará o consolo de que essa admiração oculta àqueles de esquerda remonta à condições biológicas:

- Ora, de que lado mesmo está o coração?

sábado, 27 de agosto de 2011

O QUE FAÇO COM ESSES NÚMEROS?


E se eu abrisse os olhos agora?

E se eu descobrisse ser tudo isso nada mais do que um sonho?

E se no instante em que eu descobrir que tudo se trata de um sonho, eu novamente despertar e descobrir que fora, mais uma vez, tudo um sonho.

E se fosse tudo, exatamente, como eu quero (até mesmo aquilo que eu pensar não querer)?

E se eu fosse apenas?

E mais; e se eu nem fosse?

E se eu fosse algo que eu queria ser, mas que por algum motivo, não o sou?

E se eu fosse uma ilusão de mim mesmo?

E se as minhas ilusões fossem a realidade?

E se a realidade não fosse nada mais que um sonho sobreposto por outro, que agora diz ser o real?

. . . . . . .

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Doenças Contemporâneas

Os tempos são outros meus caros...

Sabe o que acontece com você (apenas com você! Ok?) quando se pega dizendo ou pensando frases do tipo acima?


- É Nostalgite Crônica!


A nostalgite crônica é uma doença jovem no Catálogo de Doenças Internacional (CID), foi descoberta no início dos anos 90. Esta doença acomete cerca de 67,6% da população mundial, segundo pesquisa feita pela Sociedade Social de Estudos Sociológicos de Sociologia, a SSESS.
Ainda segundo a SSESS, existe um comportamento padrão de risco, o qual é adotado por 97% dos doentes portadores da doença. Dentre eles se destacam:


* Ficar ouvindo músicas daquela época, aquela mesmo, lembra? Ah! Bons tempos aqueles...


* Guardar fotos de amores antigos. Se bem... acho que só essa aqui não tem problema não... poxa, foi num dia tão bacana... acho que nunca vou esquecer esse dia... não! essa foto não...

* Não esvaziar as gavetas atoladas de papeis com anotações que nem você se lembra do que se trata. Mas... ah... acho que... ah vai que eu precise desses papeis aqui bem na hora que eu menos esperar! É esses aqui não! Vou guardá-los, só eles!

* Conversas reflexivas, com velhos amigos, relembrando os bons e velhos tempos... Eu particularmente faz um tempão que não tenho esse ti pode conversa!! Ah... mas eu me lembro... e como me lembro... das conversas demoradas com meu melhor amigo... no portão de casa, falando sobre tudo e nada... ah aquelas conversas...

Porém dentre todos esses comportamentos de risco, nenhum sequer se iguala ao principal provocador da Nostalgite Crônica nos dias de hoje: A Envivebilidade Pontual.

Em 99,96% dos enfermos da Nostalgite Crônica, antes de desenvolver a doença, eles eram portadores da Envivebilidade Pontual, que se trata de um mau que faz com que o indivíduo não viva o agora, com isso o mesmo acaba projetando suas expectativa no futuro, planejando, projetando, especulando, etc. Acontece que, pelo fato de que os mesmos sempre estão vivendo em função de um futuro que nunca chega (pois estão sempre pensando no amanhã), eles acabam tomados por um extremo sentimento de frustração, e que leva a sua memória a tempos passados, o que os deixa muito vulneráveis, fazendo com que o quadro evolua para a Nostalgite Crônica.

No fim do estudo realizado pela SSESS, eles constataram que a única forma de reverter o quadro é através de uma forte substância medicamentosa: a Remecherolitina Navidol.
A Remecherolitina Navidol, provoca um "remelexo" na vida dos enfermos, fazendo com que os mesmos vivam o agora, valorizando as coisas simples do dia a dia, ajudando-os a ter uma qualidade de vida bem maior, pois sempre estão de bem consigo mesmo, e com isso não têm tempo para ficar relembrando do passado.

Concluo este com uma frase de um pseudo-escritor setelagoano chamado Jefferson Ferreira:

"O pensamento no passado é ausência de felicidade do presente!"

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Recrudescimento Inverberável



Série de textos e poemas feitos em tempos passados:


Este poema em outro tempo era inexequível,
mas com o recrudescimento desta vontade:
Ter os meus versos de uma forma incomensurável,
a nível de poeta de verdade.

E ser um prestigitador de frases e palavras,
tive de seviciar esta desvontade
e agora palavras cultas são rainhas, e não escravas.

Mas em outro instante calo e penso:
- Se eu a mim não verberar,
Verborragia cometerei num erro intenso.



Comentários: Quis, na época, fazer um poema com palavras complexas, que eu não soubesse o significado e que as pessoas tivessem dificuldade de saber também. Então peguei o dicionário e saí garimpando palavras que eu não conhecia. Com isso tinha a idéia inicial, porém não havia ainda o tema para o poema. Foi justamente aí que decidi escrever sobre esta minha vontade de escrever "bonito". No poema encontrei vários aspectos gramaticais e de conteúdo, que se o tivesse feito hoje, teria feito diferente. Mas opto por não modificar nada e postá-lo como o fiz na época.
Bom, até hoje tenho dificuldade ao ler este poema, pois confesso que não sei (ainda!) o significado de várias palavras do poema, por isso deixo aqui um rápido glossário:

Recrudescimento: Tornar-se main intenso, agravar-se.

Inverberável: Fiz a junção do prefixo "in" (não) com a palvra verberar, que significa censurar energicamente.

Inexequível: inviável.

Incomensurável: Imensurável, que não tem medida comum com outra grandeza.

Prestigitador: Mágico, ilusionista.

Seviciar: Praticar sevícias (Sevícias: Maus tratos, crueldade)

Verborragia: Superabundância de palavras, com poucas idéias.

Obs.: Este poema provavelmente foi feito nos anos 2002 ou 2003 quando estava na casa dos meus 15 anos.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Universo Feminino


Ah o Universo Feminino...!

Não consigo compreender como tais seres de aparência delicada conseguem despistar-me embrenhando-se em meandros do desconhecer.

É algo assustador meus caros! Hoje enquanto relaxava no meu pós almoço ouvi, vindo da boca de uma mulher, as seguintes palavras:


“- Mulher só termina com um cara quando já tem outro em vista.”

Isso é assustador, repito e enfatizo, ASSUSTADOR!

Esses seres de traços meigos e voz doce são na realidade feras “bifaciais”. Mostram-nos sua face hipnotizante, aquela que faz com queiramos as proteger (Tolos!), mas é tudo conversa para boi dormir. E sabe o que é pior? Dormimos!

A única proteção que a mulher busca é a certeza de não estar só. Nada mais. Conheço não só uma, mas vária garotas que dizem por trás de seu companheiros, é claro (dissimuladas!), que não os amam. Ainda bem que não ouvi, ainda, da boca de terceiros que já aconteceu o mesmo comigo.

Desisto. Desisto, pelo fato de que é impossível tocar o Universo Feminino, nem se quer aproximar para melhor visualizá-lo, elas não querem, fazer o quê.

Confesso que aquela esperança de encontrar a princesa adormecida, cuja a qual chegaria eu para socorrê-la com um beijo e com minha vida, termina aqui com estas palavras.Não desisto de um sonho difícil, desisto de um sonho impossível.


Obs.: Isso não é uma carta testamento de sexualidade! Sou e SEMPRE SEREI HETEROSSEXUAL!

Desisto apenas da minha princesa do meu conto de fadas.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

New Sistem

Tudo o que é feito aqui é justamente o contrário, pois justamente, o contrário mesmo que sim, eu tenho muito o que dizer.

Porém mesmo sem saber o que eu escrevi ontem, sobre a minha mãe me deu 11 reais para fazer um carro portátil que dê para colocar um caderno para eu escrever tudo o que eu não sei ler um livro do Paulo Coelho que esteve lá em casa ontem choveu muito aqui em cima de Belo Horizonte e então sorri para você me dizer muita coisa sobre nada.

Não que nada seja a inversão do tudo sobre o carro ou até mesmo
a vinculação da fome sobre o caderno, entendem? É justamente isso!!

Por fim, novamente
sorri para você me dizer muita coisa sobre nada.


Resumindo: O novo sistema da loja (WGC), está provocando um caos nos setores desde vendas até o estoque, nada funciona!! (PARADOS!)

sábado, 20 de novembro de 2010

Fórmula do Amor


Posso estar errado, mas não acredito neste amor pregado por alguns por aí.

Concordo plenamente que o amor segue uma lógica totalmente ilógica, porém não consigo conceber a ideia de que o amor é algo adaptável às nossas necessidades e conveniências. Convenhamos que para amar não existe regra, exceto no que diz respeito à sinceridade. Então questiono: - É sincero envolver-se com alguém por um motivo terceiro?

Enfatizo a ideia de que motivos terceiros estão, aqui neste texto, associados à bens materiais, influência ideológica de estranhos ao relacionamento ou troca de favores (ficar com alguém por sentimentos próximos à gratidão).

Não! Não concordo!

É algo de baixo escalão, envolver-se com alguém por tais motivos. Não encontro legitimidade em relacionamento que não seja construído sobre aquele friozinho na barriga que dá ao ver o outro, ou que fica esperando, como se fosse premio de loteria, um telefonema do outro.

Eu acredito no “eu te amo”, mas não necesariamente naquele novelístico, onde o amor ocorre, como eles dizem, à primeira vista (mentira!). Acredito no eu te amo construído com o passar do tempo, com a descoberta do outro, mas acredito também que para este eu te amo existir é fundamental a coexistência do friozinho na barriga e da espera do telefonema.

Rogo a Deus que não tenha a infelicidade de ter um relacionamento onde meu par esteja comigo por conveniências.

Sorte?

Não.

É questão de estar atento e aberto para as novidades.


A formula do amor é clara, todo mundo conhece, todo mundo sabe, mas ninguém entende. É como aquela lá daquele grande cientista judeu:

E = m.c²