quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dia Normal

Tem dias de tão normais que são, acabam por tomar um aspecto singular e temeroso.

Hoje levantei e como faço todos os dias, tomei banho, tomei café, escovei os dentes, calcei meu tênis, e fui para o trabalho. No ônibus havia uma garota da qual sentei-me ao lado dela. Perfume muito bom.O motorista do ônibus, descendente oriental pelos seus traços físicos, estava andando “chutado”, como diria o Phillipe (Balboa). Era um pouco cômico ver as pessoas se segurando para não cair, e não caíram.

No trabalho muito trabalho, e um pouco mais de trabalho. A Júlia disse-me que escrevi “asterístico” no meu orkut, não me lembro onde usei esta palavra, mas o que importa é que agora sei que o correto é asterisco, que deriva de astro, como ela bem frisou.

Meu dia foi normal. Mau!
Esperava que um meteoro caísse na praça Raul Soares, ou então que uma cratera de 1 Km de profundidade se abrisse em frente ao mercado central. Não foi hoje.
Sem ataque de alienígenas, sem bombas nucleares explodindo nos EUA, sem crianças de três olhos nascendo. Dia normal.
Mas nem tanto assim, li em um jornal um caso de um filho de 32 anos, acompanhado de um colega de 16, que estupraram a própria mãe do primeiro. Acho isso suficiente para notícia que equivalha à dos alienígenas, ou à da criança de três olhos. A pergunta a ser feita é: Onde iremos parar???

O tempo todo esperamos por notícias cataclismáticas frustando-nos ao não contempla-las. Erro. Elas estão aí o tempo todo, o que acontece é que estamos nos acostumando com as mesmas. Quantos telejornais falaram do derramamento de petróleo na costa dos EUA? E quantos falarão deste caso da mãe estuprada pelo próprio filho? E se falarem, por quanto tempo continuarão falando sobre o mesmo? Um mês? Dois? Não. No máximo,e eu friso o máximo, dois dias.

Os atentados diretos à vida e à moral já são banalidade no nosso dia a dia. Triste isso.
Espero que na normalidade dos meus dias que hão de se seguir, não entrem casos como este de hoje, onde um monstro ataca a própria mãe.

Pesar....

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