quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Inventei Cores


Dos aprendizados mais importantes que tive em minha vida, sem sombra de dúvidas, o de não mover montanhas por ninguém estará listado neles.

Baseado naquele velho pensamento que diz que não devemos idealizar de mais as pessoas é que se esconde equivoco de fazer coisas exacerbadas em nome de alguma pessoa. Quando estamos movendo montanhas, mudando o curso do planeta Terra no universo, fazendo chover no deserto, inventando cores etc., estamos, muitas vezes, lutando por uma idealização que temos sobre o outro.

Essa idealização de pessoa quase perfeita legitima essa nossa incursão ao improvável, tudo para conseguir algo do, ou até mesmo o outro.

Inventar cores significa fazer combinações das mais inimagináveis, tudo para conseguir algo em troca, porém quando o fazemos não percebemos que as cores utilizadas como matéria-prima, são fruto de muito sofrimento, desgaste, etc.

Com isso, cometemos um dos maiores erros: valorizar mais o outro do que a nós mesmos.

No conceito de amar ao próximo, está subtendido que devemos antes de mais nada nos amar, pois a experiência do aprendizado ocorre sempre em primeira pessoa, temos que ter a experiencia pragmática das coisas, e para aprender amar, necessariamente devemos fazê-lo primeiro conosco.

Pronto. Concluímos então, que para amar alguém, devo me amar e por tal motivo acredito que até que me provem o contrário não devo sair por aí inventando cores.

Não devemos confundir, contudo, “invertar” cores com “colorir os brancos”. Para conseguir algo de alguém ou até mesmo alguém, é licito e legítimo que corramos atrás, bem como nos desgastemos um pouco, até mesmo pelo fato de que para que consigamos algo devemos despender algum investimento.


É isso!


Inventar cores não, colorir os brancos sim!


Fiquem na graça do Senhor Deus!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A Matemática do Coração


Novecentos e vinte e cinco milhões, trezentos e quarenta e quatro mil vezes, foi aproximadamente o número de vezes que o seu coração bateu até hoje. Isso considerando que o mesmo funcione em um ritmo cardíaco de 85 batimentos por minuto, o que é relativamente normal para um ser humano saudável.

Acontece que este calculo sofreria interferência se considerasse as corridinhas para pegar o ônibus, ou a ansiedade antes da prova final de matemática, fatos estes que alteram, para mais, a frequência dos batimentos do seu coração. Ou seja, acredito que este número seja bem maior.

Mas por que falar deste número? Por que começar tal texto com dados a principio tão desnecessários?

É simples, para enxergarmos o quão complexo é a nossa vida, agora no sentido biológico da coisa. Esse emaranhado de sistemas que é o corpo humano é fruto da mais bela criação de Deus, a vida.

Estamos vivos (milagre diário!) e nem damos valor e atenção à vezes. Para começo de conversa já é motivo de júbilo ter a chance de viver, pois podemos amar, dançar, cantar, andar, sorrir, chorar, etc. Entende? Isso é o melhor de tudo: Você pode!

O fato de fazer aniversário pode ser encarado como uma data em que renovamos um ciclo anual de vida e que iremos começar tudo de novo, só que desta vez mais fragilizados pelo avanço da idade. Mas não é apenas e nem consubstancialmente isso. Como salientei no inicio do texto, após 21 anos vividos, o coração já batera aproximadamente 900 milhões de vezes e durante todo esse tempo, quase todas as emoções possíveis ao ser humano já foram apreciadas.

Fazer aniversário significa que concluímos um trecho de uma jornada que se chama vida. Significa que já passamos por tanta coisa que nos marcou, nos moldou para que chegássemos como estamos hoje. Significa que temos que continuar a viver, só que desta vez, mais preparados para os intemperes da vida. Estamos calejados! Prontos para o que vier! E se não estivermos, estaremos no mínimo prontos a aprender como estar pronto.

Para finalizar, e voltando ao tema coração, descobri que a palavra vem do latim cor, que significa conhecer de memória, “saber de cor e salteado”, trazendo-nos, também a ideia de núcleo. Portanto desejo que na essência, na memória, do seu coração estejam sentimentos de DETERMINAÇÃO, FÉ, ESPERANÇA e AMOR e que você norteie sua vida pelos princípios e gestos do Senhor Jesus Cristo, que Ele seja a referência de viver para você.

Continue a ser esta pessoa que você é, e lute, mas lute muito por seus planos e ideais, sabendo que poderá contar com seus amigos e inclusive comigo nos momentos de dificuldade (nos de alegria também tá? rs).


Feliz Aniversário Gê!

Que todos os seus sonhos se realizem de acordo com a vontade de Deus!

sábado, 25 de setembro de 2010

O Curioso Caso de Natália de Paula Teixeira

A simplicidade é uma virtude para poucas pessoas. Não confundamos simplicidade com ingenuidade ou com algo que tome conotação negativa. Atitudes simples revelam pessoas virtuosas, e este parece ser o caso de NATÁLIA DE PAULA TEIXEIRA.

Neste mundo de atualidades e de busca incessante pelos prazeres superficiais muito me estranha (no sentido bom da palavra, com satisfação) encontrar uma garota de 15 anos de idade com tamanha virtude.

Eu não posso compará-la comigo aos meus 15 anos, e nem muito menos quero fazê-lo, porém é inquestionável que a mesma difere totalmente do que presencio por aí pelo mundo a fora, com garotas de mesma idade.

É uma eterna luta de vaidades, onde vence quem é mais “desenvolto”, “descolado” e coisas do gênero, porém estas pessoas esbarram em um problema: são vazias de sentimentos.

Garotas que nesta idade já não brincam mais de boneca e muito menos querem fazer “comidinha” na panelinha de plástico rosa, desejam sair para beijar na boca, ficar com 30 caras em uma noite (Lembra do dia de Conversas de Holyoody na lagoa, Gê?), e no decorrer do dia se impor perante aos outros e até mesmo tendo postura de pessoa adulta. Mas será que isso é realmente viável? Será que ser adulto é realmente ter tais atitudes? Acho, aliás, tenho certeza que não.

Esta garota, Natália, é luz no fim do túnel para quem acredita que ainda temos garotas de valor por aí, garotas que não se vendem por pouca coisa, mas que com pequenas coisas (gestos humildes) conseguem dar lição de moral em muitos adultos.

Que moças bonitas como a Natália, e especiais em essência venham ser presença cotidiana em meu dia a dia. Moças de olhar doce, poucas palavras (não que para ser virtuosa isso seja requisito), e simplicidade são raras nos nossos tempos, que bom conhecer uma raridade como você Natália!

Desejo encontrar pela minha vida a fora, várias “Natálias”, pois se assim for, certeza terei eu de que o mundo estará bem melhor!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Exercitar o Amar

Amar é algo complicado.

Talvez essa complicação seja oriunda justamente da incompreensão que temos deste sentimento.

Muito se fala sobre amar, mas pouca certeza. Sabemos que amar é se dar pelo outro, sabemos que o amor é exercido sem segundas intenções, mas também sabemos que apenas sabemos. É tarefa árdua se entregar à essa proposta cristã de amor, não somos capazes, na maior parte das situações de nossa vida, de nos entregar à um amor sem segundas intenções. É complicado, mas não impossível.

Assim como qualquer outra coisa em nossa vida, o sentimento de amar, é algo que deve e pode ser exercitado para que aprimoremos o mesmo. Quanto optamos por determinada prática em nosso dia a dia, estamos nos moldando lentamente de acordo com esta. Funciona do mesmo modo como tomar café todos os dias às 06h45min da manhã, se persistirmos desta maneira ao fim de um ciclo de dias, estaremos adaptados e sentindo falta de tomar café neste horário. Ir ao banheiro, almoçar, tomar água, praticar exercícios físicos, todos estes perpassam por necessidades vitais, e não diferente, o ato de amar é vital para o ser humano e por isso devemos exercitá-lo.

Mas como exercitar algo que é tão abstrato, subjetivo?
A resposta é simples em conceito, porém complicada em praticidade, em executabilidade.

Por se tratar de um sentimento, não basta comprar algo para comer ou beber, o amor deve ser alimentado e educado através de atos enraizados em subjetividades sentimentais. Devemos exercer a caridade, e para isso não precisamos ir longe, pode ser com nossos familiares no simples favor casual, pode ser com os amigos, com os companheiros do trabalho. Devemos nos permitir ser ajudados, assumindo a nossa fraqueza perante as barreiras do cotidiano, e conseqüentemente nos permitir sentir amados sem ter que pagar por isso depois. Todos esses buscando sempre não fazê-los de modo mecânico ou impositivo. Devemos entregar nossos ideais, nosso modo vida à Deus, suplicando para que alcancemos o que é chamado de Discernimento do Espírito, onde buscaremos forças e razões para executar aquelas tarefas humanamente impossíveis (amar, por exemplo).

Por fim, saibamos que exercitar-nos para a prática de amar é fundamental para uma vida saudável físico e psiquicamente falando, mas que o amar passa, impreterivelmente, pelo espiritual e se não nos entregarmos ao poder do Espírito Santo, se não nos debruçarmos sobre os braços de Deus, jamais compreenderemos radicalmente o sentido da palavra amar.

Que a paz do Senhor esteja sempre convosco!

Lembremos: “O AMOR de Cristo nos uniu!”

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pensar em Deus


Falar sobre Deus é algo delicado para mim. Não nas conversas informais, mas em momentos rodeados de formalidades.

Venho descobrindo com o passar dos tempos que as melhores divagações sobre Deus ocorrem justamente naqueles que têm mais intimidade com o Senhor. Sempre tive medo de declarar-me intimo Dele, sempre tive medo de, abraçado à minha indignidade, anunciar ao mundo que sou seu seguidor.



Sou uma pessoa preocupada com o que falo, sobretudo nos momentos formais, e gosto de ter respostas para todos os argumentos contrários aos meus. Por isso estudo. Não como deveria, mas estudo em busca de ter respostas às questões levantadas por aqueles que vierem debater comigo.


Hoje ao refletir sobre essas minha busca de “discernimento teológico”, descobri-me uma pessoa fria à magnitude da presença de Deus.

Descobri que para ter mais o que falar sobre Deus, tenho que inicialmente calar-me, ouvir mais, SENTIR mais a presença Dele em meu ser. A compreensão da presença de Deus, concluo, passa pela experiência do sentir, nunca pela experiência do ouvir ou falar. Por mais que alguém tente me explicar o que é “sentir Deus”, jamais conseguirei compreender apenas pensando sobre, e muito menos poderei explanar a ponto de fazer alguém compreender plenamente o que é tal presença.


Quero entender o que é esse sentimento. Mas para entendê-lo devo primeiramente senti-lo, não que nunca o tenha feito, mas devo sentir sem medos ou expectativas filosóficas.

Preocupo-me com isso pelo simples fato de querer pregar algum dia, dar palestras sobre Deus e a Igreja, mas para tal, devo me preparar, sem alicerce a casa cai, e para a casa não cair, sobretudo por estarei explanando sobre o Senhor, devo construí-lo com materiais oriundos do poder e da presença do Espírito Santo.


Que eu busque então, antes de saber o nome e importância de todos os papas e santos e leigos de renome da Igreja, sentir a magnitude da ação do Espírito Santo em minha vida!


Lembro-me agora de reflexões do passado sobre Deus onde descobri que: Não existe felicidade PLENA longe da presença de Deus.



“Alegrai-vos sempre no Senhor, repito alegrai-vos no Senhor” Felipenses 4:4

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Careta Para os Caretas

Ser careta é algo fora de moda há muito tempo. Os caretas sempre foram marginalizados na sociedade, o interessante é que esse protótipo de ser humano adapta-se às novidades oriundas do decorrer dos tempos. Por exemplo, esta espécie, durante meados dos anos 90 era identificada aqui no Brasil, também, por ouvir ícones da música caipira como Inezita Barroso ou então cantores inigualáveis, para não usar outro adjetivo, como Agnaldo Timóteo. Acontece que nesta mesma década, sucessos como João Paulo e Daniel, Leandro e Leonardo, Chitãozinho e Chororó eram idolatrados nos programas de TV aos domingos e ainda ditavam as regras no que tangencia o estilo da sociedade brasileira daquela época. Hoje experiente pegar o seu carro e colocar no som estes artistas acima descritos. Você correrá sérios riscos de ser rebaixado (se é que este termo é coerente de ser utilizado neste caso) à condição de CARETA.

Porém a vida do careta tem-se tornado mais exclusa, porém mais atrativa. Corro o risco aqui de estar defendendo o meu modo de vida, cujo qual é definido como “careta” por muitos que me conhecem, e até mesmo por mim. Mas arrisco e se estiver mesmo, que então eu esteja!

Vivemos em um mundo onde dizer “eu te amo” é coisa de caretas, onde abrir a porta do carro para a mulher é algo vergonhoso (acredite até mesmo para elas é vergonhoso!), onde enviar uma carta escrita à mão, pelo correio, por simples romantismo, é algo passível de chacota. O bom disso tudo, é que são coisas muito sutis e que felizmente não fere nossa alma, diretamente. O problema é o careta do mau!

Já aconteceu comigo, e acho que já deve ter ocorrido com você. Quantas vezes você já deixou de ajudar alguém por simples vergonha? Por quantas vezes desejou auxiliar uma pessoa em uma situação esporádica, e pelo fato de existirem pessoas próximas que poderiam julgar a sua atitude como carregada de segundas intenções, você hesitou em externar um gesto de solidariedade?

Tomemos cuidado com essa “imposição oculta” feita pela sociedade (por cada um de nós!), ajudemos sem nos preocupar com os que estão olhando, preocupemo-nos apenas em ser solidários, sabendo que até mesmo quando estamos ajudando, sem perceber, nos ajudamos a crescer como seres humanos, mas isso é tema para outra discussão.

Caretas do meu Brasil, concito a todos que unamo-nos em uma corrente a favor do amor simples sem expectativas, do abraço desinteressado, do amor à própria vida (nada de excessos!), nada de João Paulo e Daniel ( evoluímos não é?), que busquemos o amor vivido e idealizado por todos nos por Cristo.

Paz e Bem!

Atrevo-me a deixar uma sugestão de música: Manhã de Carnaval. Não que a mesma seja careta, como diria o Wendel: Absolutamente!

http://www.youtube.com/watch?v=_1WRU1uhhmo

domingo, 12 de setembro de 2010

Conversas de Hollywood

Tem lugares que parecem cenário de cinema. Dão a entender que foram criados apenas para que pudessemos ter cenas de filme em nosso dia a dia. E tive.Te vi do outro lado da rua. Lagoa Paulino.

Seu jeito de ficar parada é diferente. O corpo ereto de uma forma que externa um vigor e saúde, o que te deixa, no aspecto físico, uma mulher muito interessante. Dirigi-me a você, e como sempre fiz uma piadinha que nem me lembro qual.
Cheguei com medo: “Será que ela sabe atirar? Será que quer atirar em mim e despedaçar o me coração com um projétil de 9mm?”

Surpresa...
Mas talvez nem tanto.

Descobri que você é, novamente, um pouco mais do que eu esperava. Inexplicavelmente sua sinceridade me comove. O derramar de lágrimas nem tanto, mas as palavras, os olhares e expressões têm o poder de me deixar hipnotizado. As expectativas são sempre as melhores possíveis, mesmo quando já temos a certeza da derrota, e nesse caso nem sei se a derrota seria derrota mesmo.

Não sei se é culpa do seu par de cromossomos sexuais que são diferentes dos meus, ou se talvez seja apenas eu que (como diria Filipe Brandão) sou muito “contemplativo”. Mas o que acontece é que de modo redundante me encantei com você.
Pode-se ocorrer então o seguinte questionamento no leitor: Porque utilizar o termo “redundante”?

É simples! Mas para entender você precisaria conversar à sós com Ela.
Quando você tem essa oportunidade, logo subtende-se que você ficou encantado com ela. É algo como chover no molhado, entrar pra dentro, subir pra cima, conversar com Ela e se encantar, sabe?

Vou tentar me conter em adjetivos elogiosos à pessoa dela. Mas foi um “fora” diferente pra mim, brincando menos de filosofar, eu diria que foi uma conversa franca (ao menos da minha parte, mas acredito que da dela também) recheada de descobertas, um sobre o outro. Gostei muito dessa oportunidade de conhecê-la melhor, e peço a Deus que a ajude a superar as suas dificuldades, e que Ela aprenda com as mesmas. Acredito que Ela está no caminho certo e a felicidade será seu fim, e queria eu poder contemplar (com todo meu contemplativismo, não Sr. Brandão?) o sorriso de uma verdadeira alegria em seu rosto.

Pela primeira vez utilizo-me deste espaço para algo como este, parecendo uma carta ou um diário, mas em fim, nunca havia escrito algo de tão pessoal, porém acredito que a experiência de hoje vale isso.

Ao meu lado, ou não, Senhorita, desejo de todo o coração que seja, em seu mundo, a mulher mais feliz de todos os tempos!

E ao Filipe, peço perdão por decepcioná-lo ao fazer deste um espaço para temas tão pessoais, acontece que assim se fez necessário, me entenda brother, estou legitimado por meu relacionamento com Ela.

Obs: Poupo-me de externar ao mundo o nome dela, por preocupação de gerar comentários posteriores que possam vir a trazer algo de mau à Ela. Mas caso se você (Ela) autorizar escrevo amanhã mesmo seu nome GigantEsco aqui.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cadê o Meu Querer

Ela é bonita, educada, tímida mas não totalmente retraída, inteligente, simpática, carinhosa, protetora, tem fé mas sem perder a racionalidade, gosta de música, de dançar, tem uma sensibilidade singular para as artes, independente mas deixa-se ser acolhida como um bebê é pelos seus pais. Enfim, ela é IDEALIZADA.

Isso é perigoso, na idealização que fazemos das coisas e das pessoas é que se encontram a maiorias das nossas frustrações. Me recordo de ter apaixonado várias vezes, e na mesma proporção lembro-me de ter acabado frustrado. Somos escravos das nossas idealizações, e sempre nos encontramos em situações fortuitas, mas nem tanto, pelo simples fato de descobrir que o outro não é a materialização dos nossos sonhos.

Aprendamos a não projetar de modo exacerbado as nossas idealizações nos outros, com expectativas quanto ao outro.
Projetamos nada mais do que nossos vazios e limitações, e o outro não tem o dever de preencher todas as nossas lacunas existenciais. Como diriam no Exército Brasileiro, isso é “guerra nossa”.

Estou com fome de aprender a não projetar tantas expectativas nos outros...[reticências que falam mais que parágrafos]

Paz e Bem!

Obs: Foto meramente provocativa e irônica

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dia Normal

Tem dias de tão normais que são, acabam por tomar um aspecto singular e temeroso.

Hoje levantei e como faço todos os dias, tomei banho, tomei café, escovei os dentes, calcei meu tênis, e fui para o trabalho. No ônibus havia uma garota da qual sentei-me ao lado dela. Perfume muito bom.O motorista do ônibus, descendente oriental pelos seus traços físicos, estava andando “chutado”, como diria o Phillipe (Balboa). Era um pouco cômico ver as pessoas se segurando para não cair, e não caíram.

No trabalho muito trabalho, e um pouco mais de trabalho. A Júlia disse-me que escrevi “asterístico” no meu orkut, não me lembro onde usei esta palavra, mas o que importa é que agora sei que o correto é asterisco, que deriva de astro, como ela bem frisou.

Meu dia foi normal. Mau!
Esperava que um meteoro caísse na praça Raul Soares, ou então que uma cratera de 1 Km de profundidade se abrisse em frente ao mercado central. Não foi hoje.
Sem ataque de alienígenas, sem bombas nucleares explodindo nos EUA, sem crianças de três olhos nascendo. Dia normal.
Mas nem tanto assim, li em um jornal um caso de um filho de 32 anos, acompanhado de um colega de 16, que estupraram a própria mãe do primeiro. Acho isso suficiente para notícia que equivalha à dos alienígenas, ou à da criança de três olhos. A pergunta a ser feita é: Onde iremos parar???

O tempo todo esperamos por notícias cataclismáticas frustando-nos ao não contempla-las. Erro. Elas estão aí o tempo todo, o que acontece é que estamos nos acostumando com as mesmas. Quantos telejornais falaram do derramamento de petróleo na costa dos EUA? E quantos falarão deste caso da mãe estuprada pelo próprio filho? E se falarem, por quanto tempo continuarão falando sobre o mesmo? Um mês? Dois? Não. No máximo,e eu friso o máximo, dois dias.

Os atentados diretos à vida e à moral já são banalidade no nosso dia a dia. Triste isso.
Espero que na normalidade dos meus dias que hão de se seguir, não entrem casos como este de hoje, onde um monstro ataca a própria mãe.

Pesar....

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Escolhas e Mais Escolhas


As escolhas tomam conta da nossa vida o tempo todo, e em todas as escalas.

Na escala do dia a dia, temos o usar ou não aquela camiseta, comer ou não aquele chocolate, ligar ou não a TV, café ou chá, leite com “Tody” ou “Quik”, de bicicleta ou á pé. Essas escolhas são feitas, geralmente, de modo mais despreocupado pois suas repercussões são imediatas e brandas. A camisa preta poder cafona, mas é só eu trocar ela e amanhã estará tudo certo.
Agora em uma escala maior posso escolher entre ser artista, assassino ou cientista.

Se for artista, levarei uma vida apaixonante, repleta de cores e sentimentos. Expressarei a todo momento para o mundo quais são os motivadores do meu estado de espírito. Será uma vida intensa, no sentido de sentimentos à flor da pele. Mas sem estabilidade financeira...

Se for assassino, terei mais dinheiro ,estabilidade, terei meu carro em curto prazo, minha casa, poderei concretizar de modo mais fácil o sonho do matrimonio, comprar uma guitarra nova, um amplificador novo, pedaleira nova. Mas serei feliz?

Se cientista, contemplarei face a face o universo do conhecimento, farei descobertas que nem julga minha mente serem possíveis, serei admirado pela competência acadêmica, e levarei uma vida pacata de um cientista bem sucedido. Mas e o exalar de sentimentos que minha alma anseia?

Hoje concluo que nesta escala grande que é o nosso futuro, temos que nos aproximar daquela do dia a dia, nos permitir viver as coisas mais próximas e mais palpáveis. Gosto de ser feliz e quero isso logo.
Mas mudo de assunto.

Nada haver o que vou falar, mas estou “enquedado” por uma garota. Ela é linda!
Escrever é uma terapia!
Vida longa a todos os que lerem este!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Teoria do Eu Teórico


Muito teórico. Essa foi a definição da Nayka para o meu blog.
Não acredito que teorizo tanto assim, é apenas o que sou e como sou. Um grande amigo meu chamado Thales sempre me disse que sou “teóricão”, que eu deveria viver mais tranquilamente, sem ser tão meticuloso. Minha mãe já brigou comigo diversas vezes por eu ficar no quarto o fim de semana todo tocando guitarra, e não sair pra nada.

Como ela mesma disse : “Você não sai pra nada! As pessoas da sua idade gostam de sair pra se divertir, descontrair e você nada!”. Meu pai, por diversas vezes, já me orientou como devo me portar em minhas empreitadas amorosas, já me explanou o modo pelo qual devo conseguir aquilo que, segundo ele, a mulher tem de melhor (sexo é o fim para ele, no sentido de finalidade, objetivo).

É . Talvez eu realmente seja um “teóricão”, como diz o Thales, e por conseqüência acabo teorizando muito aqui. Mas então ocorre em mim vontade de saber o porquê não posso teorizar tanto em minha vida. Queria saber o que isso me traz de ruim. Em que ficarei prejudicado por levar esse tipo de vida?
Sabe... acho que entendi o que a Nayka falava...

Olha eu teorizando novamente! Pensar se sou muito teórico ou não já é teorizar.
As teorias são um estágio anterior à formulação das leis naturais. A teoria em quanto categoria cientifica, é necessária no processo de legitimação de uma afirmação, de um conceito.
Acho que talvez por isso eu irei seguir teorizando, e torcendo para que cedo ou tarde eu chegue à uma lei sobre os conceitos em que meandram as minhas atitudes.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Amores desde a Infância


Lembro-me de quando vi a Fernanda pela primeira vez.
Foi algo meio estranho, porém me trazia uma mistura de sentimentos que me proporcionavam um bem estar.
Eu tinha 6 anos de idade. Ela talvez a mesma coisa ou mais, pelo fato de que todos os adultos meu redor na época diziam que eu entrara na escola um ano mais cedo. Não me esqueço do dia em que a vi em Caetanópolis de blusinha de frio rosa e branco de tricô. Eu havia ido fazer compras com o meu pai e o destino me proporcionou o prazer de vê-la fora das grades da escola. Foi mágico. Nunca me esqueci. Depois com o passar dos anos tive noticias dela na 8° série, mas nunca mais a vi depois do pré.
Esse é o tempo, 16 anos atrás eu me apaixonara pela primeira vez.

O que me faz lembrar o nome dela? O que faz com que eu esqueça o nome da minha 4° professora, ou até o do meu primeiro patrão? Acho que essa coisa de afetividade meche de um modo especial com o nosso existir. Depois da Fernanda vieram vária outra garotas, das quais me lembro da maioria delas. Érica, Daiane, Cíntia, Poliana, Marilia (ah a Marilia!), Kely, Sueli.
Parece que chega um momento na nossa vida que a coisa piora, mas ela sempre esteve lá. É a vontade de dividir seus momentos com alguém, seja no beijo demorado à conversa longa no sofá, naquele domingão ensolarado.

Parece que a afetividade é uma arma biológica, para a manutenção da espécie humana. O que mais pode explicar essa necessidade de ter alguém ao nosso lado, senão a dependência biológica? Esse discurso pode soar frio e insensível ao amor, mas não é . O amor é nada mais além do que um manutentor (se é que existe essa palavra!) da raça humana. Isso não o diminui em sua importância ou beleza, pelo contrário apenas o deixa mais “explicável”.

Precisamos de alguém meus companheiros, e como sou daqueles que acreditam que casamento é para sempre, escolham, mas escolham muito bem!