sábado, 30 de outubro de 2010

Ao Luar...










A música clássica tem uma magia que não consigo decifrar em palavras. Mas por triste coincidência ou talvez nem tanto (talvez por sintoma), sempre que estou cabisbaixo pego-me ouvindo tal estilo musical.


Saudade é algo preocupante. A muito tempo atrás (tinha meus 16 anos), fiz uma das minhas primeiras considerações sobre a vida, a qual julgo até hoje ser uma verdade irrefutável: Felicidade e saudade nunca poderão andar juntas.

O raciocínio é muito simples:

Quando felizes, ocupamos nossa mente demasiadamente com coisas vibrantes, diria até mesmo coisas entorpecentes, tão entorpecentes que chegam a ofuscar o brilho nostálgico que reluz de nossa alma no instante em que sentimos saudade.

Preciso urgentemente de algo que me faça brilhar os olhos. Algo que como óculos colorido venha pigmentar meu redor. Quero sangue quente e corrente em minhas veias.

Sonata ao luar de Ludwig Van Beethoven, é sem dúvidas uma obra prima da humanidade, a ponto de nos transportar para um estado de espírito estonteante. É impressionante como um ser humano foi capaz de algo tão majestoso e singelo ao mesmo tempo.

Cada movimento externa um estado de espírito diferente, mas superficialmente apenas, pois desde o primeiro movimento até o terceiro é possível identificar a mesma áurea na música.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Férias


Vinte dias.

Quais são as possibilidades para vinte dias?


Pensemos:

- Um dia tem 24 h, então consequentemente 1440 minutos, cujo os quais em si comportam 86400 segundos.

Pronto. De posse deste raciocínio podemos ter algumas evidências.

Um miojo, por exemplo, leva 3 minutos para ser preparado, logo em um dia posso preparar 480 miojos (1440 min. / 3 min). Isso tudo em 20 dias dá-me a possibilidade de preparar 9600 pratos destes. Mas não cozinho muito bem....

Então quem sabe assistir o maior número possível de jogos dos últimos campeonatos brasileiro?

Cada jogo possui dois tempos de 45 minutos cada; coloquemos mais 6 minutos de acréscimo, 3 para cada tempo, perfar-se-á um total de 51 minutos, para que a conta fique arrendondada, colocarei mais 9 minutos para coisas do tipo como colocar o DVD, dar o “play”, tomar água, etc., no final terei gastado 1 hora para cada partida. Muito Bom! Um jogo a cada hora, 24 por dia, 480 no final do período de 20 dias! Dá pra ver muitos gols! Mas não sou fã de futebol...


O dinheiro não está lá muito essas coisas, então devo procurar possibilidades que não necessitem que eu despenda todos os meus recursos financeiros oriundos de remuneração específica do período de férias. Então devo buscar atividades baixo custo, ou de preferencia sem nenhum custo financeiro. Já tenho em mente correr, sobretudo para me preparar fisicamente, o que é uma prioridade em minha vida atualmente.

Tocar! É isso! Música! Muita música!

Descansar das coisas do dia a dias, ver com maior frequência meus amigos (mais conversas filosóficas com o Filipe Brandão).

Dar um “pause” no Marcos, Fábio (Netinho), Phillipe (Balboa), Thales (Idiota!), Wendel (Meu p. De óculos), para aí sim cuidar melhor de minhas coisas.

É isso! Cuidar das minhas coisas.

E no fim, por experiência, desejo que se cumpra a vontade de Deus perante a minha, pois a primeira é a única verdadeiramente boa para os meus dias. E que meus pés andem, neste período, nos átrios do Senhor!


Paz e Bem!



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tão Perto do Chão


“Eu tava quase chegando no chão
E o pára-quedas reserva se abriu
Depois de mil tentativas em vão
Desfibrilaram o meu coração.”

Resgate




No desespero nos encontramos. A maior parte das reflexões acerca de nós mesmos, infelizmente, são feitas na zona de desconforto. E é justamente por esse fato que é na zona de desconforto que crescemos. Quando passamos por dificuldades temos a chance de adentrar meandros desconhecidos, locais onde apenas chegamos se tocarmos a face do sofrer.


Existe uma verso que é cantado no Exército Brasileiro que exemplifica bem isso que eu disse: “ É do fogo bem mais forte, que se forja o aço bom!”. Só que para sermos forjados como bom aço devemos enfraquecer.

Assim como o aço antes de se tornar boa liga é derretido, enfraquecido, para só depois deste processo resfriar-se e se tornar utilizável nas condições mais adversas possíveis, somos nós que enfraquecemos, sofremos, choramos, para depois passar por um processo lento de resfriamento e recuperação, onde findaremos mais uma etapa de nossa vida, agora porém, fortificados pela aprendizagem do sofrer.

Temos que contar com as fontes de apoio, mas apoio positivo, pois o mundo está repleto de falsas oportunidades de solução dos nossos problemas. Tomemos como fonte de apoio a busca por Deus e o apoio dos amigos e familiares, reconheçamos nossas fraquezas e aceitemos o apoio oferecido, independente de onde venha, desde que de fontes legitimamente licitas, do bem.

Não tomemos os momento de dor como única forma de evoluirmos como seres humanos, mas é baseado em experiências pragmáticas que argumento que nestas situações é que absorvemos de forma visceral quais deverão ser nossas posturas ante situações similares.

A fórmula é simples: Esperança + Perseverança + Apoio exterior (amigos) = Destruição de nossas angustias.


Fé em Deus e pé na estrada!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Lá Fora



Acho que é a chuva.

Espero que seja a chuva...

Será que é a chuva...?

Não. Não é a chuva.


Sempre procuramos fatores externos para designar os “porquês” do nosso estado de espírito. Mas nem sempre os mesmos são os únicos responsáveis por isso. Ou são??? Isso é algo passível de ser analisado em vários capítulos, quiçá em um livro.

Para entender o nosso existir, devemos mergulhar e, labirintos nunca cartografados.

Essa semana vem sendo estranha (como assim?!! hoje é apenas terça-feira!!), sobretudo pelas expectativas infundadas, talvez nem elaboradas.

É estranho ter expectativa sem se saber de quê.


Soslaio... a Júlia é boa nisso.


Ao pensar comigo eu ouço:

- Apaixone-se, mas primeiro desapaixone.

E penso:

-Ela está lá fora...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Segue em Anexo



Segue em anexo tudo aquilo que queria falar.

Todos os sentimentos, mesmo que sem sentido

neste veja, pois nele seguirá.


Segue o grito de alegria reprimido,

o de dor que foi sufocado,

o de medo adormecido,

o de fé que é restaurado.


Seguem minhas vontades, meu motor,

segue a esperança também,

segue desde o ódio ao amor,

segue a presença de ninguém.


Segue a lembrança do ontem que passou,

segue a lembrança do futuro que virá,

segue o déjà vu do hoje que estou,

assim segue, e sempre seguirá.


Anexo a este minhas virtudes vão também,

mas com elas vão meu ego

que se cresce, me faz ninguém.


Segue a saudade do medo que não senti

Segue o medo da saudade que há de vir...

Segue e vou seguir...


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Talvez


Oito ou oitenta.

Venho notando ultimamente que uma frase é muito dirigida à minha pessoa: “ - Você não está falando sério, está?”.

Acontece que na maioria das vezes em que me disseram tal frase eu realmente falara sério. Complicado isso. Tenho que tomar cuidado com minhas brincadeiras, posso com isso acabar afastando aqueles que verdadeiramente amo.

Mas o problema se agrava.

Existem situações, extremamente delicadas, onde meu ouvinte acredita que estou brincando, mas fica com uma pequena dúvida de que talvez eu realmente esteja falando sério.

Isso aconteceu a pouco tempo, quando pedi uma garota de marca (como diz o Phillipe Balboa) em namoro, ela riu e muito, demostrando-se desconcertada com a situação e disse que eu estava brincando, e mais que ela seria apenas mais uma que eu estava querendo “pegar”. Eu tava falando sério. :- (

Isso me faz mal... não quero perder quem eu amo... se não tiver o que busquei, almenos sua amizade...

Posso talvez ter a assustado... talvez tenha agido da forma errada... precipitado?

Talvez...


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Aquele Lugar


Lugares são extensões de estado de espírito, ou vice versa, tanto faz.

Lembro-me das conversas demoradas com Filipe Brandão na pastelaria Vovó Chiquinha e de como aquele clima exalado pelo ambiente conversava com meus sentimentos da época.

Lembro-me também do cooper na orla da Lagoa do Boa Vista em dia nublado, seja ao entardecer ou às 6:30 da matina. O cansaço tomava contada das minhas angústias nesta época. Bons tempos.

Lembro-me das conversas demoradas no portão da minha primeira casa com Filipe, falando sobre coisas da vida, sonhos musicais expectativas tangentes à relacionamentos.

Lembro-me das conversas e dos vídeos assistidos no PC com a Nayara … bons tempos aqueles... Das idas ao “bairro” para ensaiar com o Escravos do Céu, 99,78% delas de bicicleta. Bons tempos...

Nostalgia...

As novidades trazem consigo a euforia da descoberta, mas para as pessoas menos desprendidas como eu trazem insegurança.


- Um shopping é só um shopping Jefferson!

- Eu sei mas é que...

- Mas é que nada! E outra, vai ser super bacana! Vamos?

- É que eu tava a fim de ficar aqui mesmo, só trocando ideia de boa...

- Ah... é sempre assim, toda vez! A gente tem que fazer alguma coisa diferente, e tá todo mundo lá, deve tá “mó” animado!

- Ah … pode ir, to a fim de ficar de boa...

- Ah … beleza, vou insistir não.

- Ok. Falô!


- Tchau.

Meu primeiro contato com esta edificação faraônica foi com um telefonema da Nayara, onde a mesma me disse ter ido nos dois últimos dias no Shopping Sete Lagoas – detalhe: havia três dias que o mesmo havia sido inaugurado. Logo pensei: “Sujou!”

Depois disso ao retornar para minha cidade natal, descobri de uma maneira não muito agradável que em virtude da inauguração deste “templo do desfazer”, algumas linhas de ônibus sofreram modificações em seu itinerário, e por trágica coincidência a linha que eu pegara estava inclusa nesta lista. Fui parar na temida construção. Ridiculamente aclamada pelos nativos da região, todos eufóricos ao adentrar aquele local.

Sondei uma provável “saída” com a Nayara, mas a mesma já iria para “aquele lugar” (como diz minha mãe, coisa ruim não se deve nem falar o nome) com a mãe dela. Tudo bem, pensei eu, pelo menos ela não sugeriu que fossemos lá... é um programa em família.

Posteriormente, deparei-me com as visitas àquele ambiente da minha irmã e minha mãe, consecutivamente. E também um convite do Filipe Brandão para que fosse com ele, pois o mesmo deveria realizar um trabalho para a faculdade sobre aquele antro de perdição capitalista.

Espero que todo esse exagero meu seja apenas exagero, fruto da minha contemplabilidade das coisas. E que os “programas de índio” continuem ainda sendo a opção principal de diversão para mim e para os que estão ao meu redor.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

DNA - m (Desses Não Abro Mão): Nayara Sobral (Nayka)


“...Já que só você tem

a chave das grades

que eu sou refém


E não vou além

do me entregar

eu não vou lutar...” (Jefferson Ferreira)




Nayara Sobral. Garota de olhar visionário, de palavras mágicas, de voz impactante, diria até mesmo surpreendente se você criar expectativas ao ver tal figura delicadinha e com semblante de menininha.

Seu ar de garota independente a feminista é, segundo o que eu acredito, pura faxada. Por traz de todos aqueles “filosofares” dela, se esconde uma mulher frágil esperando por um colo para a acolher em seu braços.


Apareceu na minha vida de uma forma que nem sei explicar como, uma mistura de acaso com ações de Deus, esta garota surpreendeu-me ao deixar de ser apenas a “garota do Alonso Marques”, para ser Nayara! Seus cantares, singulares em definição, fazem-na totalmente diferente destas garotinhas que circulam pelo mundo a fora. Seu “poetizar a vida” é, para mim, um dos constituintes de seu DNA, e mesmo quando teço críticas a essa carga genética, faço-a justamente pela minha mania de querer complicar tudo.


Tem o lado chato também, ela inexplicavelmente não consegue me dar atenção exclusiva, não consegue girar em torno do meu umbigo, mas tudo bem, suporto (brinco!). Consegue pelo contrário me surpreender sempre, com reações inversas ao que eu esperava quanto a alguma coisa, para o bem ou para o mal. Se espero seu riso, não me estranho contemplar sua indiferença, se espero sua indiferença, já nem me espanto com seu riso. Em suma é isso riso ou indiferença (charminho às vezes! rs).

Seu poetizar a vida faz com lembre-me dela nos momentos mais inesperados, como por exemplo, um olhar pela janela que contempla as estrelas no céu. Posso eu escrever um livro sobre tudo o que sinto por esta garota, mas sei que página após página seria eu redundante, pelo simples motivo de que o que sinto por ela ser simples em conceito, porém complexo em sentir. Palavras podem ser breves ou imprecisas para definir e distinguir o que sinto pela mesma, mas são uma das poucas formas de externalizar todo esse emaranhado de sentimentos que tenho pela mesma.

Queria muito que não fosse apenas mais um em sua vida...

E para quando você ler este (espero que leia!):

Beijo Grande


=*



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

DNA - m (Desses Não Abro Mão): Letícia


Obs.: Começo hoje aqui neste espaço uma série de textos onde falarei sobre pessoas que fazem ou fizeram muita diferença na minha vida. Este espaço poderá ser taxado de “contemplativo” por uns ou então muito expositivo por outros, mas acontece que o mesmo será legitimado pela minha vontade. Apenas!

Letícia, o nome oriundo do latim Laetitia, segundo pesquisas que fiz na internet, significa alegria ou quem traz alegria. O fato é que neste pouco tempo que conheço essa admirável e delicada mulher, a mesma vem fazendo jus ao nome. De semblante fechado na maior parte do dia, Letícia sempre me surpreende com seu sorriso inesperado de frequência inconstante, porém de intensidade forte quando emitido, não apenas no aspecto de volume, mas também na profundidade subjetiva do mesmo.

Como já disse a ela várias vezes, o sorriso dela, aquele de gargalhada alta, lembra muito o jeito de uma criancinha sorrir. Delicada. Mas não totalmente. Surpreende-nos sempre com algumas palavra apimentadas sobre os mais diversos temas, fazendo-nos sentir uma vergonha incomensurável.

O olhar perdido quando converso com ela faz com que eu pense que a mesma não presta atenção em uma palavra sequer que eu disse, e sabe o pior?? É isso mesmo! Fico lá duas horas falando com ela até ser surpreendido com um “hã?”, ou então nos casos piores ela descaradamente fala: “repete por favor? Eu estava prestando atenção em outra coisa.”

Complicado isso, mas nem tanto, pelo simples fato de que ela é uma pessoa muito carismática, quando você se aproxima. Fui conquistado aos poucos, e o pouco tempo que a conheço,já faz de mim um dos seus maiores admiradores (pelo meno no nosso trabalho!).

O jeito de olhar inocente (pura fachada!), me conquista dia a dia, a companhia pós expediente é algo que faz falta no início da noite. A presença dela no “Latin” (Bar assim batizado por ela), é a única que têm valido a pena nos últimos meses. Os ouvidos dela, sempre abertos para minhas desilusões e frustrações pessoais são também culpados por todo esse sentimento empático que tenho pela mesma. O chato é que ela à a personificação do silêncio, mas as qualidades superam qualquer fator negativo.

Letícia, para mim, não é sinônimo apenas de alegria, é também sinônimo de pessoa insubstituível, muito especial, e apaixonante.

Já tenho saudade só de pensar que existe a possibilidade de não mais a ver, porém acredite, farei o que estiver a meu alcance para sempre tê-la como companhia.