quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Amores desde a Infância


Lembro-me de quando vi a Fernanda pela primeira vez.
Foi algo meio estranho, porém me trazia uma mistura de sentimentos que me proporcionavam um bem estar.
Eu tinha 6 anos de idade. Ela talvez a mesma coisa ou mais, pelo fato de que todos os adultos meu redor na época diziam que eu entrara na escola um ano mais cedo. Não me esqueço do dia em que a vi em Caetanópolis de blusinha de frio rosa e branco de tricô. Eu havia ido fazer compras com o meu pai e o destino me proporcionou o prazer de vê-la fora das grades da escola. Foi mágico. Nunca me esqueci. Depois com o passar dos anos tive noticias dela na 8° série, mas nunca mais a vi depois do pré.
Esse é o tempo, 16 anos atrás eu me apaixonara pela primeira vez.

O que me faz lembrar o nome dela? O que faz com que eu esqueça o nome da minha 4° professora, ou até o do meu primeiro patrão? Acho que essa coisa de afetividade meche de um modo especial com o nosso existir. Depois da Fernanda vieram vária outra garotas, das quais me lembro da maioria delas. Érica, Daiane, Cíntia, Poliana, Marilia (ah a Marilia!), Kely, Sueli.
Parece que chega um momento na nossa vida que a coisa piora, mas ela sempre esteve lá. É a vontade de dividir seus momentos com alguém, seja no beijo demorado à conversa longa no sofá, naquele domingão ensolarado.

Parece que a afetividade é uma arma biológica, para a manutenção da espécie humana. O que mais pode explicar essa necessidade de ter alguém ao nosso lado, senão a dependência biológica? Esse discurso pode soar frio e insensível ao amor, mas não é . O amor é nada mais além do que um manutentor (se é que existe essa palavra!) da raça humana. Isso não o diminui em sua importância ou beleza, pelo contrário apenas o deixa mais “explicável”.

Precisamos de alguém meus companheiros, e como sou daqueles que acreditam que casamento é para sempre, escolham, mas escolham muito bem!

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