
Concordo plenamente que o amor segue uma lógica totalmente ilógica, porém não consigo conceber a ideia de que o amor é algo adaptável às nossas necessidades e conveniências. Convenhamos que para amar não existe regra, exceto no que diz respeito à sinceridade. Então questiono: - É sincero envolver-se com alguém por um motivo terceiro?
Enfatizo a ideia de que motivos terceiros estão, aqui neste texto, associados à bens materiais, influência ideológica de estranhos ao relacionamento ou troca de favores (ficar com alguém por sentimentos próximos à gratidão).
Não! Não concordo!
É algo de baixo escalão, envolver-se com alguém por tais motivos. Não encontro legitimidade em relacionamento que não seja construído sobre aquele friozinho na barriga que dá ao ver o outro, ou que fica esperando, como se fosse premio de loteria, um telefonema do outro.
Eu acredito no “eu te amo”, mas não necesariamente naquele novelístico, onde o amor ocorre, como eles dizem, à primeira vista (mentira!). Acredito no eu te amo construído com o passar do tempo, com a descoberta do outro, mas acredito também que para este eu te amo existir é fundamental a coexistência do friozinho na barriga e da espera do telefonema.
Rogo a Deus que não tenha a infelicidade de ter um relacionamento onde meu par esteja comigo por conveniências.
Sorte?
Não.
É questão de estar atento e aberto para as novidades.
A formula do amor é clara, todo mundo conhece, todo mundo sabe, mas ninguém entende. É como aquela lá daquele grande cientista judeu:
E = m.c²
