Ser careta é algo fora de moda há muito tempo. Os caretas sempre foram marginalizados na sociedade, o interessante é que esse protótipo de ser humano adapta-se às novidades oriundas do decorrer dos tempos. Por exemplo, esta espécie, durante meados dos anos 90 era identificada aqui no Brasil, também, por ouvir ícones da música caipira como Inezita Barroso ou então cantores inigualáveis, para não usar outro adjetivo, como Agnaldo Timóteo. Acontece que nesta mesma década, sucessos como João Paulo e Daniel, Leandro e Leonardo, Chitãozinho e Chororó eram idolatrados nos programas de TV aos domingos e ainda ditavam as regras no que tangencia o estilo da sociedade brasileira daquela época. Hoje experiente pegar o seu carro e colocar no som estes artistas acima descritos. Você correrá sérios riscos de ser rebaixado (se é que este termo é coerente de ser utilizado neste caso) à condição de CARETA. Porém a vida do careta tem-se tornado mais exclusa, porém mais atrativa. Corro o risco aqui de estar defendendo o meu modo de vida, cujo qual é definido como “careta” por muitos que me conhecem, e até mesmo por mim. Mas arrisco e se estiver mesmo, que então eu esteja!
Vivemos em um mundo onde dizer “eu te amo” é coisa de caretas, onde abrir a porta do carro para a mulher é algo vergonhoso (acredite até mesmo para elas é vergonhoso!), onde enviar uma carta escrita à mão, pelo correio, por simples romantismo, é algo passível de chacota. O bom disso tudo, é que são coisas muito sutis e que felizmente não fere nossa alma, diretamente. O problema é o careta do mau!
Já aconteceu comigo, e acho que já deve ter ocorrido com você. Quantas vezes você já deixou de ajudar alguém por simples vergonha? Por quantas vezes desejou auxiliar uma pessoa em uma situação esporádica, e pelo fato de existirem pessoas próximas que poderiam julgar a sua atitude como carregada de segundas intenções, você hesitou em externar um gesto de solidariedade?
Tomemos cuidado com essa “imposição oculta” feita pela sociedade (por cada um de nós!), ajudemos sem nos preocupar com os que estão olhando, preocupemo-nos apenas em ser solidários, sabendo que até mesmo quando estamos ajudando, sem perceber, nos ajudamos a crescer como seres humanos, mas isso é tema para outra discussão.
Caretas do meu Brasil, concito a todos que unamo-nos em uma corrente a favor do amor simples sem expectativas, do abraço desinteressado, do amor à própria vida (nada de excessos!), nada de João Paulo e Daniel ( evoluímos não é?), que busquemos o amor vivido e idealizado por todos nos por Cristo.
Paz e Bem!
Atrevo-me a deixar uma sugestão de música: Manhã de Carnaval. Não que a mesma seja careta, como diria o Wendel: Absolutamente!
http://www.youtube.com/watch?v=_1WRU1uhhmo
3 comentários:
FIÉDAZUNHA!!!
até citou meu nome.. ganhou um comentário por isso heuaiheuahia
Esse lance de se auto-denominar careta é um indicativo de vaidade.
Quando você se denomina assim, diz : "Eu sou diferente dos demais." Segregando-se portanto dos comuns que pra você são diferentes. Ex: Quando eu tinha minhas depressões dizia que eu era diferente de todo mundo, que ninguem pensava como eu. Eu me achava a melhor em ser diferente , a melhor em sentir minha dor.Claro que na época eu não fazia noção disso realmente acreditava que eu era a melhor sendo excentrica.
Como diz o Pregador (Eclesiastes) : Vaidade das vaidades, tudo é vaidade.
Desvencilhe desse tipo de sentimento, se parar pra pensar um tiquinho vai ver que faz sentido. Nosso ID é meio traiçoeiro.
beijo grande
=*
Naykaa
Vlw Nayka!! Vou ater-me à isso sim!!
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