segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A ti Arte

Começo o texto de hoje com uma citação que julgo ser a citação das citações que já fiz:

"Escrever sobre arte é como dançar sobre arquitetura." (Autor desconhecido)

Qual é o segredo da arte?

De onde vem esse poder de penetrar a essência dos nossos sentimentos?
O dia todo, o tempo todo somos bombardeados com informações vindas de todos os lados. Deste bombardeio de informações resulta, também, uma multidão de fatos e coisas que apenas passaram por nossos sentidos (porta de entrada) e não fizeram, nem se quer momentaneamente, diferença para nossa pessoa.

Mas surpreendentemente acontece que com o soar de uma simples melodia, ou ao contemplar uma pintura (nada muito erudito, pode ser grafite mesmo), ou até ao ver uma fotografia nossa alma enche-se de uma sensação, um êxtase difícil de explicar, mas que nos transporta para um estado de graça inigualável. Isso é coisa da ARTE.

Tive um professor de música chamado Izael de Castro que cetra vez no seu quarto, em sua casa (as aulas eram carregadas de uma tremenda carga de informalidade!) disse-me após ouvirmos uma melodia do grande maestro e compositor John Williams que aquilo era prova da existência de Deus. Foi algo que acredito que o mesmo tenha dito em um momento de contemplação, e talvez nem mais o tenha feito posteriormente, mas aquela frase até hoje ecoa em minha mente quanto tento compreender a arte e seu efeitos.

Graças a Deus tenho a possibilidade de tocar esse fenômeno divino em suas extremidades: como apreciador e como criador (se é que esta palavra possa ser empregada para quem faz arte – faz ou transforma? -). Produzir arte é falar de si, é uma forma de desabafar, de externar o que de mais visceral temos em nossos sentimentos, às vezes até inconscientes o fazemos. Mas nada mais do que se possa falar sobre arte, ou melhor, nada do que já ouvir falar sobre arte se aproximou mais do que acredito ser a melhor definição para a mesma, do que a frase proferida pelo Izael naquela tarde, naquele quarto.

Acabei de assistir o filme “O Terminal” do GÊNIO Steven Spielberg, com trilha sonora (IMPACTANTE!) do já citado aqui John Williams, e atuação inenarrável de Tom Hanks. Isso foi combustível para uma explosão de sentimentos desde as primeiras cenas até o término do filme.

Detalhe: Só após assistir o filme e que fui perceber que o mesmo era do Spielberg (só podia!), e a trilha sonora do John Williams (ô duplinha viu?!), depois que descobri isso, tudo fez sentido. O dom da arte é algo formidável.


Nota: A arte é uma criação humana com valores estéticos (beleza, equilíbrio, harmonia, revolta) que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e a sua cultura.
Fonte: http://www.spiner.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=192 acessado em 09/11/2010 às 01h32min

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