sábado, 20 de novembro de 2010

Fórmula do Amor


Posso estar errado, mas não acredito neste amor pregado por alguns por aí.

Concordo plenamente que o amor segue uma lógica totalmente ilógica, porém não consigo conceber a ideia de que o amor é algo adaptável às nossas necessidades e conveniências. Convenhamos que para amar não existe regra, exceto no que diz respeito à sinceridade. Então questiono: - É sincero envolver-se com alguém por um motivo terceiro?

Enfatizo a ideia de que motivos terceiros estão, aqui neste texto, associados à bens materiais, influência ideológica de estranhos ao relacionamento ou troca de favores (ficar com alguém por sentimentos próximos à gratidão).

Não! Não concordo!

É algo de baixo escalão, envolver-se com alguém por tais motivos. Não encontro legitimidade em relacionamento que não seja construído sobre aquele friozinho na barriga que dá ao ver o outro, ou que fica esperando, como se fosse premio de loteria, um telefonema do outro.

Eu acredito no “eu te amo”, mas não necesariamente naquele novelístico, onde o amor ocorre, como eles dizem, à primeira vista (mentira!). Acredito no eu te amo construído com o passar do tempo, com a descoberta do outro, mas acredito também que para este eu te amo existir é fundamental a coexistência do friozinho na barriga e da espera do telefonema.

Rogo a Deus que não tenha a infelicidade de ter um relacionamento onde meu par esteja comigo por conveniências.

Sorte?

Não.

É questão de estar atento e aberto para as novidades.


A formula do amor é clara, todo mundo conhece, todo mundo sabe, mas ninguém entende. É como aquela lá daquele grande cientista judeu:

E = m.c²

Um comentário:

Anônimo disse...

Eu sempre quis sentir aquele frio que embrulha o estomago e aquece a cabeça, que embola na garganta e deixa vazio por onde passa. Aquele frio que arrepia a nuca e dá materia para pensamentos... são tantos e tantos que me afogam. Eu sempre quis que não doesse tanto, não fosse tanta espera, não fosse tanto de sonhos, que não fosse tão platonico que parecesse com novela... Há! como eu queria que fosse como novela. Mas, como vc mesmo diz, amor de novela é apenas historia e para quem pisa no chão, sabe-se o quanto vale cada passo em que se está protegido da queda. Medo de tombar é covardia! Concordo. Mas valorizar quem pode assumir, sem sombra de dúvidas que te ama... acho que não.