sábado, 30 de outubro de 2010

Ao Luar...










A música clássica tem uma magia que não consigo decifrar em palavras. Mas por triste coincidência ou talvez nem tanto (talvez por sintoma), sempre que estou cabisbaixo pego-me ouvindo tal estilo musical.


Saudade é algo preocupante. A muito tempo atrás (tinha meus 16 anos), fiz uma das minhas primeiras considerações sobre a vida, a qual julgo até hoje ser uma verdade irrefutável: Felicidade e saudade nunca poderão andar juntas.

O raciocínio é muito simples:

Quando felizes, ocupamos nossa mente demasiadamente com coisas vibrantes, diria até mesmo coisas entorpecentes, tão entorpecentes que chegam a ofuscar o brilho nostálgico que reluz de nossa alma no instante em que sentimos saudade.

Preciso urgentemente de algo que me faça brilhar os olhos. Algo que como óculos colorido venha pigmentar meu redor. Quero sangue quente e corrente em minhas veias.

Sonata ao luar de Ludwig Van Beethoven, é sem dúvidas uma obra prima da humanidade, a ponto de nos transportar para um estado de espírito estonteante. É impressionante como um ser humano foi capaz de algo tão majestoso e singelo ao mesmo tempo.

Cada movimento externa um estado de espírito diferente, mas superficialmente apenas, pois desde o primeiro movimento até o terceiro é possível identificar a mesma áurea na música.

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